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Páginas soltas...

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20
Mar18

Uma prova de força...

gaivotazul

Este é o meu canto. O único espaço a que posso verdadeiramente chamar de meu. Pode não parecer muito, mas para mim... é Tudo.

Desde muito cedo conheci a dor da perda. Vivenciei-a demasiadas vezes... Tive a minha quota parte de responsabilidade pela dor que vivi, e da qual fugi. Perdi a conta às batalhas travadas das quais saí derrotada...

Recusei sempre a rendição. Não deixei que me vissem chorar.

Caí. Por mais que uma vez. Mas não deixei que me derrubassem. E da minha fraqueza nasceu a minha força.

 

Este é o meu canto. Criei-o de raiz.

Ao início não passava de um deserto árido onde nada mais havia se não lamentos e desesperança. Nele chorei. Muito. Desesperei.

Precisava de criar algo. De ver algo crescer e não morrer ou desaparecer.

De joelhos no chão, contei à terra, que revolvi com as mãos, os meus segredos. Amaciei-a para que dela nascesse o futuro. Nela enterrei o passado. Com as minhas lágrimas reguei os canteiros sem flor. De joelhos no chão, rezei uma oração silenciosa. Uma e outra vez. Despi-me de tudo o que em mim doía.

 

Este é o meu canto.

Durante muito tempo foi o meu muro das lamentações, o  meu porto de abrigo, o meu refúgio. 

Tempos houve em que nele nada nem ninguém entrava se não a minha dor. 

Hoje exibo-o com orgulho pois de toda a dor nasceu amor, de toda a fealdade a beleza, do meu deserto um jardim. 

 

A guerra está longe de terminar. Ainda não me declarei vencedora. Para lá caminho. Sou uma guerreira.

Prova disso? Este meu canto repleto de Amor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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