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Páginas soltas...

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02
Out17

Um rio que me leva a casa

gaivotazul

Caminho sem pressas. Passo de cadência lenta mas ritmada. Sinto a tua mão pequenina na minha. Oiço o som da rebentação da pequena ondulação contra a amurada. Se fechasse os olhos talvez conseguisse sentir o cheiro a sal da maresia. Porém, não é o mar que brame junto a mim... são as águas doces deste rio que ao meu lado flui. Ainda assim, este som que me embala leva-me de volta a casa e diminui a distância e a saudade que bate à porta  e se instala sem tão pouco pedir licença para entrar.

Como gostava de me encontrar, neste preciso momento, sentada no extenso areal da nossa praia e contemplar o imenso oceano na sua frente, inalando o seu sabor salgado...

Pareces ler-me o pensamento e apontas na direção da gaivota que cruza o nosso olhar, reforçando a ideia de que não há longe nem distância quando guardamos dentro do peito o que nos é querido.

Diria que teremos sempre em nós esse lugar só nosso, esse lugar onde nos reencontramos, esse lugar a que chamamos..."casa".

Uma casa sem telhado mas que nos protege,uma casa sem paredes mas que nos envolve, uma casa sem chão mas onde sabemos pisar. A nossa "casa"...