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Páginas soltas...

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17
Mai20

Tornei-as minhas

gaivotazul

Estava a tentar escrever. Mas a minha mente tem vontade própria. Mais do que escrever quer cantar as palavras de outros como se fossem suas.

Fica difícil mas é libertador. Não pensar no que escrever e simplesmente apropriar-me das palavras que alguém escreveu atribuindo-lhes todo um novo significado. O meu!

Sim, o meu! Porque as palavras não nos pertencem. São de quem as lê e as interpreta e reinventa. São de quem as sente.

E eu sinto as palavras que alguém escreveu e que agora a mim pertencem.

Canto-as de lábios fechados. Danço-as à medida que pressiono estes caracteres transformado-os em palavras de que também outros se irão apropriar. Assim espero.

 

Gosto destas palavras que me ajudam a exteriorizar tudo o que no peito guardo. Por norma não me atreveria a gritá-las. Mas sendo tuas as minhas palavras, posso. Posso gritá-las, cantá-las, dançá-las. 

Sim, as palavras também dançam. São capazes do mais gracioso dos movimentos com a maior das desenvolturas. Fazem acrobacias e arabesques. Colocam-nos em pontas. Deitam-nos ao chão. Esgotam-nos as energias, as boas e as não tão boas.

Obrigada pelas tuas palavras. Tornei-as minhas. 

 

 

 

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