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29
Mai18

Mais que uma Feira de Livros, uma Feira de Emoções!

gaivotazul

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Já subíramos e desceramos as improvisadas ruas ladeadas de livros que por estes dias compõem o Parque Eduardo VII, parando junto de uma ou outra Editora para nos inteirarmos das novidades ou revisitarmos os clássicos intemporais. Da literatura infantil a livros técnicos, de autores nacionais e estrangeiros, houve tempo e espaço para lhes dedicarmos a nossa atenção.  

Observámos a azáfama do vai e vem de visitantes e deles fizémos parte. Ouvimos vozes familiares e vimos rostos conhecidos. Trocámos cumprimentos. Démos dois dedos de conversa.           

Quando a necessidade de uma pausa imperou, sentámos-nos na relva sob a sombra de uma árvore desfrutando da calma envolvente que se conseguia fazer sentir num mar de gente. Lambuzámos a cara e as mãos e deliciámos-nos com os waffles que partilhámos.

Já refeitos, preparámo-nos para subir e descer uma vez mais as ruelas de livros na certeza de que muito mais haveria a descobrir.

Não o fizémos. Algo estava prestes a começar no stand da BLX presente na Feira do Livro.

Sem um puff onde nos sentarmos, fizémos do chão o nosso banco. 

Não sabíamos o que esperar. Estávamos desprovidos de qualquer expectativa. Positiva ou negativa. Estávamos, pois, de coração aberto e mente desperta.   

Há nossa frente, um grupo heterógeneo na sua constituição, homens e mulheres, novos e menos novos, ocupavam as suas posições e preparavam-se para cantar.       

Coloridas eram as suas vozes, como coloridas as roupas que envergavam.

Uma após outra, as suas interpretações foram enchendo de sorrisos o rosto de quem os escutava. Foram arrancando aplausos e derrubando preconceitos. Uma após outra, as suas interpretações foram enchendo a rua e os corações que na tenda não cabiam mais.

 

Admiração. Profunda admiração por quem dá o rosto e empresta a voz para cantar pelo que acredita. Por uma causa. Seja ela qual for. 

Por quem, nos seus "sapatos" se consegue afirmar. Fazer a diferença. Na sua vida e na de tantos outros.

Por quem a cantar apela à aceitação, à diferença, ao amor. 

Se pude constatar algo nos minutos em que durou a sua atuação, é que a música tem de facto a capacidade de unir. De derrubar barreiras.  

 

Caso se estejam a interrogar sobre qual o grupo que me encantou ouvir cantar, apelidam-se de CoLeGaS. São o Coro Lésbico, Gay e Simpatizante da ILGA Portugal. 

 

Pergunto-me se teria entrado se soubesse quem iria atuar? Quero acreditar que sim. Pela música, pela aceitação da diversidade, pelo Amor.

 

 

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