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Páginas soltas...

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11
Abr18

A música e eu, Eu e "You"

gaivotazul

E começou. Nada a fazer a não ser deixar-me ir. Pelo menos sigo feliz. Acompanhada pelas minhas lembranças. Pelas minhas lembranças e pela música.

 

Estou entre destinos. Caminho apressada ainda que não tenha pressa pois o vento corta e o frio faz-se sentir. Constato que deveria ter vestido algo mais quente. Paciência. Cantar esta música que veio ao meu encontro terá de me bastar para manter a mente ocupada e não pensar no frio. 

 

Teria dez, onze anos aquando o seu lançamento. Talvez a única pela qual ficaram conhecidos no panorama musical. Não que seja preciso mais. Como em tudo na vida, podemos fazer muitas coisas erradas. Mas se fizermos pelo menos uma bem, já terá valido a pena. (Diria que, a avaliar pela alegria com que canto a sua letra e escuto a melodia, principalmente o Piano, valeu a pena. Por certo não serei a única a sentir assim. Espero bem que não seja.)

 

A música integrava a coletânea Romantic Rock. Fora-me oferecida por um casal de alemães que todos os anos vinham de férias ao nosso País e visitavam a localidade onde nasci. Viram-me crescer. Afeiçoaram-se. A nós e ao nosso País. Ainda hoje regressam, ainda que com alguns anos de intervalo entre visitas.

A edição portuguesa ainda não havia saído. Senti que tinha na minha posse algo especial que ainda hoje conservo. Memorizei todas as suas músicas. Umas marcaram mais do que outras. E não era por perceber o significado das palavras. Mas por lhes atribuir um significado só meu. Quantas horas passadas no meu quarto a sonhar com um futuro, sem me aperceber que construia memórias que perdurariam no tempo. Acontecimentos passados mas que sempre que se escutam as músicas se fazem novamente presentes. 

 

Enquanto escrevo estas linhas, não estou na sala em frente a um computador a carregar em teclas dispostas de forma aleatória. Tão pouco estou entre destinos porque já fui e já vim. Estou no meu quarto. No meu quarto em tons de rosa com uma aguarela de um castelo exposta na parede. No meu quarto onde de porta fechada mas aberta para quem queira entrar aumento o volume da pequena aparelhagem e, sentada no chão, canto como sei e posso as suas músicas. Por instantes volto a ser criança...

 

Desculpem. Distraí-me. Estou aqui mas não estou. Continuo a ouvir a música. Qual? You dos Ten Sharp.

 

 

 

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