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Páginas soltas...

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13
Jan19

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gaivotazul

Todas as noites te escrevo. Contigo partilho, por vezes a medo, o que durante o dia na alma guardo. Sentimentos que não podem ser revelados, pensamentos que não devem ser verbalizados, partes de mim que no escuro habitam. Mas quando a noite cai, quando o escuro se torna um escudo protetor e a chave dos sonhos se roda, eu saio para a luz e os meus pensamentos são audíveis e os meus sentimentos explorados.

Nada fica por dizer quanto te escrevo tudo o que não digo.

Ao acordar resta em mim a exaustão de mais uma noite em que te escrevi. Em que revisitei a história e em vão a reescrevi. Certas coisas não podem ser alteradas, mas com o tempo, quem sabe?... talvez possam ter uma outra leitura...