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Páginas soltas...

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27
Jul20

Sou guardadora de pedras...

gaivotazul

 

Está mais pesada! A mochila que às costas carrego, está mais pesada. Não me lembro de estar tão pesada quando esta manhã me levantei. Tampouco me lembro de ter apanhado mais pedras pelo caminho. Mas devo te-lo feito. Algures...


Talvez me lembre vagamente do som de um camião em marcha atrás, um aviso sonoro de que iria descarregar algo. Devo-lhe ter dado um sinal de que era seguro fazê-lo. Percebo agora que deveria ter avaliado primeiro o manifesto da carga...


Posso pousar a mochila por instantes. Fingir que não me pertence. Abandoná-la a um canto esperando que caia no esquecimento ou que alguém nela tropece...

Não posso no entanto ignorar o conhecimento que nela depositei e que a mim confiaram. 

Talvez as possa esculpir. Às pedras! Limar algumas arestas, torná-las mais polidas, dar-lhes forma...parti-las?!?

 

Está mais pesada. A mochila! Hoje carrego mais pedras. Novas pedras. Não as escolhi no meio do areal, não as apanhei pelo caminho, mas cabe-me agora a mim guardá-las. Sou guardadora de pedras.

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16
Jul20

A palavra é Orgulho!

gaivotazul

Como poderia eu sentir algo diferente?

Lancei-vos uma tarefa. Contrafeitos aceitaram executá-la.

Não tardaram muito a concluí-la e, satisfeitos, vieram mostra-me o resultado.

Colocaram a vossa personalidade em cada palavra escolhida. Espelharam os vossos interesses, a vossa criatividade e a visão que do Mundo guardam.

Como poderia eu sentir algo diferente?

A palavra é Orgulho!

 

02
Jul20

Talvez hoje me deixe ficar por aqui...

gaivotazul

Dias loucos estes que têm corrido ao sabor de um vento que não vejo nem sinto.

Pela janela do calendário vejo os dias sucederem-se. É somente essa janela quem me diz que a lua chegou e partiu e que de novo o Sol nasceu.  Perdi a mais extraordinária das atuações e não os vi dançar no céu, pois foi outra a minha tela. Uma tela na qual desenhei com palavras ideias para um futuro que se quer presente. 

 

No meu pulso não uso relógio. À ampulheta de areia deixei de virar. Não quero contar o tempo. Quero senti-lo. Não importa se disponho de minutos ou breves segundos. Estou aqui agora. E por agora, posso sentir a brisa que corre e o sol que no meu rosto incide, obrigando-me a semiserrar os olhos. 

Talvez hoje possa dizer Olá à Lua, talvez hoje me possa do Sol depedir. Talvez hoje me deixe ficar por aqui... 

 

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