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Páginas soltas...

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29
Jan20

Sobre a mesa, a agenda...

gaivotazul

Na agenda aberta sobre a mesa, anotações de tudo o que há para fazer. Fora os apontamentos que nela não constam porque, entre a lembrança e o anotar, esfumaram-se.
Para onde foi a capacidade de armazenamento de informação? Estou cansada, é certo! Cansada por excesso de afazeres, cansada por noites em que pouco se dorme, cansada por não fazer o que quero e gosto. Mas o cansaço só por si não justifica esta progressiva incapacidade de reter informação.
Quando dou por mim, nada esqueci da canção que reti. A capacidade está lá. Tornou-se foi mais seletiva. E então, estou no meio da rua, numa paragem de autocarro, num dia carregado de nuvens cinzentas e luminosas, a cantar as palavras que escreveste como se fossem minhas. Antecipo cada nota, cada subida e descida de tom, alheia aos olhares e ouvidos de quem me rodeia.
E mesmo agora, esqueci por instantes a agenda aberta ignorando os seus apelos. Não quero voltar a ela. Prefiro ficar aqui. Aqui onde posso brincar com as palavras que o tempo, ou falta dele, aprisiona.
Há em mim uma certa inquietação. Uma predisposição para fazer mais. Para fazer diferente.
Assim eu vença o cansaço por vezes mascarado de “preguicite”.
Sou capaz! Sei que sou. Pena que ultimamente precise de outros fatores ou condicionantes para mo relembrar…
Vou regressar, um pouco contrafeita, à agenda aberta sobre a mesa. Até ao final do dia pode ser que nela trace mais um risco em sinal de “missão cumprida”.

26
Jan20

Estilhaços de um Vazio

gaivotazul

 

IMG_8746.JPG

Há em mim um vazio que a noite não preenche. Uma ausência do que em tempos ocupou um lugar agora deixado vago.

Há em mim um vazio que o tempo não atenua. Uma saudade que na noite desperta preenchendo todos os pensamentos.

Há em mim este imenso vazio que preenche cada recanto de um coração, outrora repleto de amor, agora somente de recordações.

Um vazio que me esgota mas que não se esgota e que na noite se faz sentir com redobrada intensidade.

Pudesse o teu riso estilhaçar o vazio e o teu abraço desfazer-se dos seus resquícios.

Pudessem as tuas palavras reescrever o passado e ditar o presente. O futuro, Esse podia esperar.

 

 

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