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Páginas soltas...

Páginas soltas...

26
Fev19

"De todas as cores..."

gaivotazul

Já se apodera de mim o sono. Esse sono que traz consigo o bocejo e te deixa nos olhos uma lágrima para que os sonhos sejam mais cristalinos. Já se apodera de mim o sono. Esse sono que leva consigo qualquer vestígio do que foi e de preocupação pelo que será. Escorrega a lágrima pelo rosto, colam-se as pestanas, cerram-se as pálpebras. O corpo, levemente pesado, enrosca-se na amálgama de lençóis e cobertores em desalinho. Apodero-me do sono que de mim se apoderou. Para que não fuja. Para que me permita sonhar. Para que esses sonhos sejam de "todas as cores"...

23
Fev19

E assim sucessivamente...

gaivotazul

Uma após a outra. Ouço o som da rebentação da onda que se quebra de encontro ao areal. Brame forte como há muito não ouvia. Talvez andasse distraída. Talvez fosse o vento que afastasse de mim o seu som. Uma atrás da outra. Sucendem-se em intervalos de tempo mais ou menos regulares. Não se atropelam. Fazem-se ouvir. Só quando uma se silência, a outra irrompe. Outra e mais uma. Parecem aquietar-se... Talvez vencidas pelo cansaço, talvez porque a hora à noite pertença. Ou talvez porque minha seja a hora de descansar. Uma após a outra. Hoje é a sua melodia que me embala. Na certeza de que o amanhã virá. Como vêm as ondas. Outra e mais uma. E assim sucessivamente...

16
Fev19

Por favor, encontra-me...

gaivotazul

Hoje preciso que sejas tu a imprimir o ritmo. Preciso que me impulsiones a avançar e a arrancar de mim este humor, nem bom nem mau, que me puxa e arrasta. Hoje preciso que sejas tu a marcar o passo. Preciso que a tua batida adormeça os sentimentos e desperte os sentidos. Preciso de rasgar a raiva em mil pedaços de papel e deixar que os leve o vento. Preciso de ver diluir nas ondas do mar o cansaço que se instalou. Preciso de sentir em cada raio de sol o abraço apertado que me conforta e segreda "está tudo bem". Hoje preciso de ti. Se eu não te souber procurar, por favor encontra-me.

14
Fev19

Uma resposta possível...

gaivotazul

Chegar a casa a entoar uma canção onde uma mesma questão se coloca repetidamente. Chegar a casa e supervisionar a realização de uma mesma tarefa que de simples pouco tem. Encontrar nas páginas de um livro infantil a resposta que tantos procuram. Na partilha. Na partilha é uma resposta possível. Entre tantas outras respostas possíveis. E por isso aqui partilho este pequeno vídeo e vos convido a ler a história. Porque é disso que é feito este espaço que diariamente todos nós visitamos. Para dar e receber. De partilha...

14
Fev19

364 dias por ano...

gaivotazul

Se estivesses aqui, dirias que as datas têm a importância que lhes quisermos atribuir. O significado que lhes quisermos dar. A de hoje? A de hoje importa, ou importou. Foi num dia como o de hoje, em que se celebra o Amor, que o nosso foi posto à prova. Foi num dia como o de hoje, em que muitos partilham sorrisos e sonhos, que enfrentámos o desmoronar do nosso e nos sobraram as lágrimas. Foi num dia como o de hoje que separados por quilómetros nos unimos e nos refizemos. Se estivesses aqui, dirias que as datas têm a importância que lhes quisermos dar. Jamais quererei que esta data represente a cada ano um reviver da dor. Do que foi e se perdeu. Sendo certo que nos reerguemos, que lutámos e que o nosso sonho viríamos a realizar, jamais será uma celebração do Amor. Essa teremos de saber realizar 364 dias por ano!

06
Fev19

Náufragos...

gaivotazul

Não o vi chegar. Quando dei por ele, procurava um lugar onde se sentar. Ali de pé, parecia meio perdido. Como um objeto que na rebentação se aproxima e se afasta, incapaz de alcançar a orla marítima onde finalmente repousar.

Esbocei um ténue sorriso com o olhar, como quem dá permissão e convida a sentar. 

Tempo e espaço. Cada um tinha o seu. Não queria perturbar mas algo perturbava. A sensação de que algo nele continuava perdido.

E eis que sem se anunciar surge o pedido de ajuda sob a forma de uma imagem. Uma fotografia demasiado horrenda para se registar e um relato entrecortado por silêncios que as palavras custam a falar.

Desprevenida, desprotegida, fixo o olhar e formulo a mais pequena das frases. Um "estás aqui". Como se não mais importasse o que se passou e pelo que se passou... "(Ainda) Estás aqui".

Talvez só um náufrago possa reconhecer outro náufrago...

 

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