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Páginas soltas...

Páginas soltas...

17
Mai18

Farol!

gaivotazul

Não devia ser tão difícil.

É com esta constatação que acabo por iniciar estas linhas.

Nao devia ser tão difícil escrever sobre ti. Sobre quem és e o que representas para mim.

Porque é que é tão difícil?...

Fecho os olhos, sei o que sinto, mas as palavras não fluem.

Talvez porque não sejam precisas palavras. Talvez porque...

 

Farol! "Light House". 

É isso que és para mim. A minha casa. A minha luz. O meu farol!

 

Se te disser que és o meu farol, saberás como tudo começou e todo o caminho que temos percorrido.

Se te disser que és o meu farol, saberás o que para mim representas e o quanto de ti preciso. 

 

Se te disser que és o meu farol, saberás tudo o que há para saber.

 

És o meu farol! 

17
Mai18

...

gaivotazul

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Sabes do que tenho saudades?

De me desligar de tudo na tua companhia.

De estarmos sós os dois. Dentro do carro ou fora dele, a contemplar sem noção de tempo a rebentação das ondas. 

De na areia sentir cair a noite e o seu frio. De por ele nos envolvermos num abraço apertado, procurando conservar ou gerar calor.

 

Sabes do que sinto saudades? 

Das mensagens que entre nós trocávamos. De manhã ao acordar, antes de adormecer, a meio da noite entre despertares.

 

Sinto saudades de quando te podia dizer tudo. De quando confiavas em mim sem "Mas". De quando eu confiava em ti sem reservas.

 

No fundo é isto. Estou cansada das reservas. Não quero mais ter saudades do teu abraço. Não quero mais ter saudades de ti. Saudades de nós.

 

E tu, de que tens saudades?

 

17
Mai18

Objetivas sem objetivo...

gaivotazul

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Há algo em mim que me inquieta.

Faz tempo que nada fotografo. 

A vontade está cá mas nada parece prender a minha atenção. 

Estará o meu olhar cansado? Não estarei a olhar com a devida atenção?

Inquieta-me. Inquieta-me olhar em volta e nada encontrar digno de registo. Onde está o meu olhar mais atento? 

Percorro fotografias mais antigas por mim tiradas e mesmo essas parecem ter perdido a sua identidade. Para onde foi a sua alma?

 

Por certo foi a minha perspectiva que se alterou.  Perdi a objetividade e o foco. Por muito que troque de lentes, simplesmente não está lá.

 

Inquieta-me...

Talvez se eu ficar sossegada em algum canto a quietude volte a morar em mim.

 

16
Mai18

"Ain't Gonna Lose You"

gaivotazul

Se não te importares, vou escrever estas palavras diretamente ao computador. Vou deixar de lado o caderno e a caneta porque o tempo é pouco mas a vontade imensa.

No rádio toca uma melodia com uma mensagem que capta os meus sentidos. Dou comigo com o coração cheio de emoções. Tão cheio e confuso como a minha mente. Onde os pensamentos se atropelam. Há no entanto um pensamento e sentimento que se sobrepõem a todos os outros. A certeza de que "I ain´t gonna lose You". 

Há coisas que não entendo, que talvez nunca venha a entender. Por muito que o desejasse. Cresci a acreditar que entender o passado era essencial para poder viver melhor a minha vida. Talvez não seja. Talvez o passado seja passado por um motivo. Talvez deva olhar mais para o que está por vir do que para o que passou. Mas como? Como? Se em mim reside a certeza de que saber de onde vimos, conhecer o princípio de como tudo começou, é fundamental para descobrir quem somos e para onde vamos...

Seja como for, o tempo escasseia e no meio de um mar de incertezas preciso segurar com todas as minhas forças as poucas certezas que surgem, quando surgem. Por isso, tenho de acreditar..."I ain´t gonna lose you"...

 

 

 

 

16
Mai18

Um Abraço, uma Casa!

gaivotazul

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"Abraço Casa"...

Confesso que não entendia o seu significado até ontem. Hoje sei. Finalmente compreendi. Porque o senti. Em ti e contigo. Porque tu tens o meu "abraço casa". Tu és o meu "abraço casa". Espero ser o teu sempre que dele precisares. Sempre que a "casa" quiseres regressar.

 

"Abraço casa"... O teu!

O abraço do qual não queremos sair, ao qual queremos sempre voltar. Aquele em que nos podemos perder para depois nos encontrarmos. Onde a alegria se multiplica e a tristeza se dilui. Aquele abraço apertado que nos liberta. Que abre as portas do Universo enquanto o Mundo em volta deixa temporariamente de existir.

 

"Abraço casa"... o Nosso!  

 

 

 

 

15
Mai18

Simplesmente Saberás...

gaivotazul

Vem. Senta-te aqui. Despe essa roupa que te constringe os movimentos.

Sente o chão que pisas. A terra a respirar e nela os teus pés.

Fecha os olhos. Sente o sol no teu rosto. Inspira este ar perfumado que te envolve.

É a Natureza quem te diz “Pára. Só um pouco. Vem e senta-te aqui”.

 

Sabes para onde vais? Então para quê a pressa!

O caminho a seguir ser-te-á revelado. A seu tempo.

Quanto ao teu destino? Não te preocupes, lá chegarás. Sim, porque tu vais lá chegar. Não duvides.

Não é uma questão de Se ou Como. É só uma questão de Quando.

E quando lá chegares … simplesmente saberás que chegaste.

 

 

14
Mai18

Acordar...

gaivotazul

Não estou totalmente acordada. 

O despertador tocou faz tempo, ainda que não o tenha escutado.

Ao longe ouvi a azáfama matinal de quem corre contra o tempo, mas nela nada distingui.

Sinto que não estou totalmente acordada. E no entanto aqui estou eu. Não dei pelo tempo que passou mas passei por ele. Fiz os meus afazeres. (Pelo menos acho que os fiz. De outro modo não estaria aqui).

De olhos abertos mas não despertos, a mente ainda vagueia pelo limbo dos sonhos, tentando descortinar o que é real do que não é.

Acho que não estou totalmente acordada. Num vai e vém entre o que me rodeia e o que em mim encerro, esforço-me por despertar.

É manhã. É um novo dia que merece ser vivido e celebrado. 

Se ao menos eu conseguisse despertar.

11
Mai18

Dez minutos!

gaivotazul

Dez minutos! Disponho de dez minutos e depois terei de sair. Em passo apressado. Como se pelo apressar do passo pudesse recuperar o tempo que aqui despendi. 

 

Ruído. Está demasiado ruído à minha volta. Onde está o botão do volume? São muitas vozes em simultâneo que se sobrepõem. Demasiadas. Tornando impossível distinguir temas de conversa. Dificultando escutar o meu próprio raciocínio. 

É o ruído do moinho da máquina de café, da loiça atirada para o lava-loiça, dos copos a tilintar, dos colegas de trabalho que se cumprimentam entusiasticamente, do casal que discute um qualquer plano de negocios, das funcionárias que hoje estão mais efusivas que o habitual. Talvez seja por ser sexta feira.

 

Oito minutos. Ainda tenho oito minutos. Coloco os auscultadores e seleciono o artista. Cat Stevens. E que apropriado. Em modo aleatório a escolha recaiu em "I can keep it in". Talvez seja isso. Talvez hoje ninguém o consiga conter. Daí o ruído. Tudo o que sentimos e pensamos tem de ser extravasado. Não amanhã, nem daqui a pouco, mas agora!

Sabes o que eu queria ouvir? "I'm On My Way"...

Talvez tenha sorte e ela toque enquanto me faço ao caminho. Em passo apressado porque dez minutos era o tempo de que dispunha e já esgotaram.

09
Mai18

I will find my way, I will follow my heart!

gaivotazul

Para lá de todo o barulho como forma de expressão, fica o sentimento perfeitamente expresso nas palavras, nos gritos, na música inscrito.  Palavras que Aqui poderia reproduzir mas que não lhes daria o devido valor.

Cabe a cada um encontrar um sentido para as mesmas e entender em si o seu significado.

Espero que o façam e que oiçam este Sol que por vezes bate em Mi(m)...

 

 

"Go and find your way
Leave me in your wake
Always push through the pain
And don't run away from change
Never settle
Make your mark
Hold your head up
Follow your heart
Follow your heart"

("Fade In/ Fade Out", Nothing More)

 

09
Mai18

Olhares que se cruzam...

gaivotazul

Em criança devolvemos o olhar a quem nos olha. Fitamos-nos no fundo da Íris, vendo o nosso reflexo devolvido. Sem filtros, sem barreiras.

Crescemos. Aprendemos a esconder. A não ser mais tão transparentes. Olhamos sem olhar para que não nos consigam ler.

Mas ocasionalmente, há olhares que se cruzam. Surgem num momento que não se espera, sem nos dar tempo para colocar o escudo supostamente protetor. E então olhamo-nos. E ao olhar, alguém nos olha de volta devolvendo o olhar.

É uma fração de segundo que se finda rapidamente. Ao tomarmos consciência desviamos o olhar.

Tarde de mais. Ficou em nós aquele instante em que percebemos o que perdemos por não nos olharmos. O quanto ganharíamos se o fizéssemos.

Afastamos o pensamento, colocamos a máscara e seguimos em frente. Até ao próximo olhar que se cruze...

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