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Páginas soltas...

Páginas soltas...

27
Jul17

Let's make it count...

gaivotazul

Tenho 35 anos. Digo isto de sorriso rasgado no rosto pois não o poderei dizer por muito mais tempo. Dentro de poucas horas será o dia do meu aniversário. Olhando para trás, vislumbro flashes de memórias de anos passados e sorrio. Criança feliz, menina amada, jovem confiante, mulher realizada. Nativa de Leão, festas no Verão, aniversários celebrados na praia, "Parabéns" entoados na areia à beira mar, de tarde e de noite. O palco foi literalmente Nosso. Partilhado e celebrado com todos. Momentos marcantes? Tantos... Mais recordados? O bolo em forma de borboleta, o desenho de um abraço apertado, a panela cheia de condimentos, os autógrafos dos amigos, os sorrisos, os segredos, o vestido e as calças rasgadas, a birra dos 8 anos... A visita surpresa quando pensei que estaria "sozinha", o passeio de barco apesar de todo o stress, a música e a dança entre pai e filha. a prenda que eu não queria e todas as prendas que não se embrulham. O ramo de flores - uma por cada aniversário - amarelas para eternizar a amizade. O bilhete escondido, o abraço apertado,o olhar terno, a garrafa de champanhe aberta à beira mar, os copos e a rolha como testemunhos do momento, os amigos em volta da mesa, a família reunida. Tenho 35 anos recheados de sonhos concretizados. Farei 36. Venham eles! Há ainda muito por realizar. Porque a Vida é para ser celebrada SEMPRE!!! Let's make it Count

27
Jul17

Concerto de uma noite de Verão...

gaivotazul

A caminho de casa trago a musica por companheira.

A banda sonora? Xutos e Pontapés!

Irresistível, eu sei... impossível não trautear muitas das músicas. Icónicas e transversais a várias gerações e que a todos nos une.

Recordo então a primeira vez que os vi atuar ao vivo.

 

Pediste o carro emprestado ao teu pai e lá fomos todos. Primos incluídos e mais um no porta bagagens pois do alto da nossa juventude não se olhava a essa proibição nem se temia os riscos. Partíamos à aventura, partíamos rumo ao desconhecido e a uma noite de Verão na companhia dos Amigos.

Ali, no desterro, algumas centenas aguardavam de pé o inicio do concerto. O vento soprava frio mas a Amizade envolvia-nos num abraço e a expectativa crescente não nos deixava estremecer.

Aos primeiros acordes irromperam gritos e assobios. As palmas e as vozes desafinadas acompanharam o desenrolar das canções. As nossas vozes uniram-se ao coro e gritaram o mais que puderam. Sim, porque não estávamos ali para cantar mas para agarrar todas as emoções que despertavam.

Ao som de "Para Sempre" fez-se silêncio quebrado apenas pelo solo da guitarra...

Inesquecível e memorável momento...

 

No final do concerto levámos todos a casa e ficámos só os dois. Paraste o carro à porta de casa dos teus pais e colheste uma rosa do jardim. O teu pai surgiu nesse momento. Foi nosso cúmplice e sorriu...

Guardo a rosa que secou dentro de um livro e as memórias dessa noite "para sempre" no coração. 

Obrigado Tim, Obrigado Xutos... e pontapés :)

 

Não foi o sonho de uma noite de Verão (Shakespeare), mas foi o concerto de uma noite de Verão...

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25
Jul17

Hei-de lá chegar...

gaivotazul

Todos nós precisamos de um farol em determinadas etapas da nossa vida.

Eu sei que preciso...

 

Em tempos foste o meu porto de abrigo.

No teu cais me recolhi e chorei deixando que anos de lágrimas contidas finalmente rolassem sem amarras.

No teu cais encontrei a paz necessária para me fortalecer e me lançar novamente à agua.

 

Em tempos foste a minha bússola.

Sempre que me sentia perdida, ajudaste-me a encontrar o meu caminho, nunca impondo a direção a seguir.

Sempre que me sentia perdida, seguraste na minha mão e mostraste-me o "norte".

 

Em tempos foste o meu farol.

A tua luz ajudou-me a ultrapassar a escuridão.

Discreto, forte, constante... em tempos foste o meu farol.

 

Hoje sou novamente uma embarcação à deriva que precisa do seu porto de brigo, da sua bússola, do seu farol.

Vejo a tua luz, vejo a direção que apontas. Só ainda não consegui atracar...

Hei-de lá chegar...

 

24
Jul17

Viagem sem fim...

gaivotazul

Esta é uma viagem sem fim...

Uma viagem ao fundo de mim.

Se me perguntarem quem sou, dificilmente conseguirei responder.

Mais fácil seria dizer quem não sou...

Foi na procura de me (re)encontrar que (re)comecei a escrever.

A cada nova página solta - prenchida com frases soltas, palavras sem nexo, apontamentos de sentimentos dispersos ou ideias difusas - senti despontar em mim uma confiança renovada de quem não sabendo ainda qual o caminho a seguir, se sente novamente mais segura no seu próprio passo.

São páginas soltas porque conferem liberdade. Liberdade de pensar e de sentir, mas acima de tudo liberdade de Ser.

São páginas soltas porque não encerram estados de alma imutáveis nem ditam regras universais.

São no entanto parte do meu universo e um reflexo da minha alma.

 

Sei que a cada nova página solta, esta viagem sem fim, revelará algo novo sobre mim...

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