Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Páginas soltas...

Páginas soltas...

04
Abr19

Depois de perder...

gaivotazul

O que nos resta?

Esgotámos todas as conversas que invariavelmente nos conduziram a becos sem saída. Jogámos todas as cartas escondidas nas mangas, e voltámos para cimas todas as faces das cartas sobre a mesa.

 

O que subsiste?

Permanecem altos os muros do silêncio, os gritos mudos e as zangas caladas. Persistem os feitios moldados pelo tempo e os discernimentos por ele toldados.

 

Uma tela em preto.

Onde cabem todas as cores. Todos os sonhos e todos os pesadelos. Onde cabem todas as possibilidades.

 

Sabes, foi depois de perder que percebi.

Depois de te perder, de me perder, de nos perdermos juntos. Foi depois de perder que percebi.

 

Restamos nós. Subsistimos nós.

Um "nós" que tem tanto de individual como de coletivo.

Somos orgulhosamente uma tela em preto pois que nela deixámos os borrões que atestam a nossa existência. Os nossos fracassos e os nossos sucessos. As nossas aprendizagens, jamais os nossos erros.

 

Depois de perder...

03
Abr19

Um "novo" difícil...

gaivotazul

Quero voltar a escrever. Peço-te que me desafies. Já não tenho o tempo e o espaço de outrora. Foi-me retirado, foi por mim cedido num acordo unilateral subentendido. Peço-te, desafia-me. Acedes ao meu pedido sem grande reflexão. Disparas o primeiro desafio que vislumbras. Sinto o embate do mesmo. Estremeço, bloqueio, hesito, não o demonstro. (Espero não o demonstrar). E eis-me aqui. De caneta na mão respondendo ao teu desafio. (Re)começando de novo. Um "novo" difícil. Superei? Superei-me? Não sei. Duvido. Mas aguardo o dia de amanhã na esperança da validação.

19
Mar19

Pelas razões certas...

gaivotazul

Faço uma pausa na enorme lista de pendentes que me aguardam. Faço uma pausa porque tenho a cabeça cheia onde deveria ter cheio o coração. Paz, tranquilidade, força, motivação, energia, empenho, sentimentos que deveriam prevalecer sobre todos os outros. Afinal, foi para isso que me alistei. Para fazer o melhor que sei e posso enquanto posso. Ao invés, invade-me a frustração da pressão, da incompreensão, pior, da deturpação. Deturpação do que fazemos e do motivo pelo qual fazemos. Não serei como a barreira de areia derrubada pelas ondas mas preciso de fortificar as minhas paredes para que as investidas nelas não façam mossa. Regresso aos pendentes nas esperança de que riscá-los um a um seja sinónimo de missão cumprida e não de dever (enquanto obrigação forçada) cumprido. Que seja capaz de os fazer com a motivação certa, pelas razões certas.

07
Mar19

Jamais em tempo algum!

gaivotazul

Estou atrasada, bem sei! Um dia vais perceber que o tempo corre e nem sempre o conseguimos acompanhar. Por vezes atropela-nos, outras tomamos-lhe a dianteira. Raramente andamos de mãos dadas. Estou atrasada, bem sei! Um dia vais perceber que os atrasos nem sempre são importantes. Podem ser intencionais, cumprir um propósito maior que a pontualidade. Podem ser ocasionais, fruto de um desleixo ou cálculo incorreto, de um imprevisto ou contratempo. Bem sei, estou atrasada! Mas no que toca ao amor, todos os atrasos se dissolvem no tempo e com ele (o tempo). Nunca (jamais em tempo algum) será tarde para te dizer: - Estou aqui!

03
Mar19

Questões pela noite...

gaivotazul

A noite vai adiantada. Deveria descansar. Não resisto a ler só mais um pouco. Não sei o que vai acontecer. Muita tinta correu entre o que já li e o que me falta ler. No entanto uma expectativa vai-se formando. Vou confiando no meu instinto baseado em pré conceitos até prova em contrário. Algumas questões vão-se formando. Seremos seres desconfiados porque somos inseguros? Será o desapontamento a razão da nossa insegurança? Aprendemos a esperar o pior das pessoas. Condicionamos o nosso "olhar" e as expectativas realizam-se. Uma espécie de efeito pigmalião generalizado.

03
Mar19

...

gaivotazul

Dois capítulos, 36 páginas, cerca de 20 minutos. A escrita flui com naturalidade. Imprime um ritmo relativamente rápido à leitura, para que acompanhe a sucessão de imagens que se formam à medida que mais linhas ficam para trás. Consigo visualizar as personagens sem que tenha havido qualquer descrição física das mesmas. Consigo sentir o que, imagino, estejam a sentir. Faço uma pausa forçada porque a hora de jantar se impôe.

03
Mar19

Um novo livro...

gaivotazul

Vou começar um novo livro. Na qualidade de leitora. Talvez um dia na qualidade de escritora. Não conheço a autora. Também não é o meu género literário de eleição. Porquê este, então? Pela frase impressa na capa. "As mentiras mais perigosas são as que dormem connosco" . Espero embrenhar-me na história. Espero encontrar nas suas paginas um novo refúgio. Parece que preciso de me esconder...

26
Fev19

"De todas as cores..."

gaivotazul

Já se apodera de mim o sono. Esse sono que traz consigo o bocejo e te deixa nos olhos uma lágrima para que os sonhos sejam mais cristalinos. Já se apodera de mim o sono. Esse sono que leva consigo qualquer vestígio do que foi e de preocupação pelo que será. Escorrega a lágrima pelo rosto, colam-se as pestanas, cerram-se as pálpebras. O corpo, levemente pesado, enrosca-se na amálgama de lençóis e cobertores em desalinho. Apodero-me do sono que de mim se apoderou. Para que não fuja. Para que me permita sonhar. Para que esses sonhos sejam de "todas as cores"...

23
Fev19

E assim sucessivamente...

gaivotazul

Uma após a outra. Ouço o som da rebentação da onda que se quebra de encontro ao areal. Brame forte como há muito não ouvia. Talvez andasse distraída. Talvez fosse o vento que afastasse de mim o seu som. Uma atrás da outra. Sucendem-se em intervalos de tempo mais ou menos regulares. Não se atropelam. Fazem-se ouvir. Só quando uma se silência, a outra irrompe. Outra e mais uma. Parecem aquietar-se... Talvez vencidas pelo cansaço, talvez porque a hora à noite pertença. Ou talvez porque minha seja a hora de descansar. Uma após a outra. Hoje é a sua melodia que me embala. Na certeza de que o amanhã virá. Como vêm as ondas. Outra e mais uma. E assim sucessivamente...

16
Fev19

Por favor, encontra-me...

gaivotazul

Hoje preciso que sejas tu a imprimir o ritmo. Preciso que me impulsiones a avançar e a arrancar de mim este humor, nem bom nem mau, que me puxa e arrasta. Hoje preciso que sejas tu a marcar o passo. Preciso que a tua batida adormeça os sentimentos e desperte os sentidos. Preciso de rasgar a raiva em mil pedaços de papel e deixar que os leve o vento. Preciso de ver diluir nas ondas do mar o cansaço que se instalou. Preciso de sentir em cada raio de sol o abraço apertado que me conforta e segreda "está tudo bem". Hoje preciso de ti. Se eu não te souber procurar, por favor encontra-me.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D