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14
Out17

Que eu seja "bruxa"...

gaivotazul

Este é um texto diferente. Um texto que aparentemente pouco tem de introspectivo, mas que resulta da necessidade de exteriorizar um excesso de "energia" que se acumulou. Uma "energia" que resultou de um desafio lançado e da lembrança viva de uma amizade perdida. Perdida não, partida! Partida em incontáveis pedaços que ainda hoje esperam poder ser "colados". Mas isso é toda uma outra história e não é sobre ela que me quero debruçar esta noite.

 

Talvez devesse ter escrito apenas estas duas ou três linhas que se seguem:

«Vou ser uma "bruxa" este halloween. Lembrei-me de ti e da tua paixão pela Arte. Sei que se aqui estivesses, estarias a (sor)rir comigo, tão ou mais excitada do que eu com este desafio e a magicar mil e uma ideias mirabolantes. Não estás! Mas lembrei-me de ti e mesmo sem ti este halloween vou ser uma "bruxa"».

Não o fiz. Estendi-me muito mais. E embora não saiba muito bem como organizar as ideias aqui contidas, este texto é o que delas resultou.

Espero que vos faça sentido. Se não fizer, pelo menos espero que cumpra o objetivo de diluir a "energia" em mim acumulada e de levar com ele a lembrança que no entretanto em mim se colou.

 

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Sabes aquela sensação de alegria/ euforia que te invade quando crias expectativas positivas em relação a algo?

Pois bem, no emprego foi-nos lançado o desafio de decorarmos o espaço para o Halloween. Nunca gostei do halloween. Nunca achei piada à importação de festividades que não se enraizassem na cultura portuguesa. E mesmos estas últimas... dependia muito.

Certo é que dei por mim a pesquisar o que poderia levar de modo a contribuir para que todos se sentissem valorizados, apreciados, para que cada colega se pudesse sentir envolvido. Dei por mim a querer fazer parte da equipa, mas mais do que isso a querer promover o bem estar da equipa.

Fui de um extremo ao outro. Dei por mim a imaginar as pinturas faciais que poderia fazer aos colegas e as fantasias que poderíamos usar. Por algumas horas seríamos bruxos, mumias, monstros, vampiros. Eu, que nem gosto particularmente de disfarces e fantasias...  

Seja como for, dei comigo a idealizar o meu fato de bruxa. Sim, quero a minha vassoura, a verruga na ponta do nariz, o gato e o caldeirão. Quero umas meias às riscas coloridas. Uma de cada cor. Quero o meu cabelo roxo e o meu chapéu de Maga.

Quero... Queria... Pensei que... Se estivesses comigo saberias o que fazer. Com a tua genialidade elevarias a arte do disfarce a um outro nível. Saberias como fazer e o que fazer. Afinal, as artes performativas sempre foram o teu palco e não o meu.

Juntas fomos "bruxinhas" há muito tempo atrás. Com panos, cartolinas e papel autocolante, espanadores do pó e esfregonas criámos as nossas personagens. Fomos felizes! Entendíamos o conceito do que criáramos ainda que mais ninguém o fizesse.

 

 

Gosto deste "bichinho" que despertou com vontade de fazer e de criar.

Que sejam abóboras de cartolina ou gatos e bruxas de papel. Que sejam fantasmas de balões. Que ninguém à volta entenda a motivação. Mas que eu não sinta a sombra "do que foi" se abater.

Que eu seja "bruxa" nos meus sonhos e feliz.

 

 

 

 

     

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